segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
E agora?
O tempo passa, pessoas novas conhecem-se, pessoas conhecidas esquecem-se, o mundo é um revolver constante de sentimentos, por vezes todos em simultãneo e de repente desvanecem-se como se nunca nada tivesse acontecido...
E aqui estou, perguntando a quem passa e a quem me quer ouvir, se alguma vez vou voltar a ser feliz como fui... E que tempos esses! Tempos de andar com um sorriso na cara, de viver a vida e cada segundo, tempos de sair do trabalho e ter 3, 4 mensagens a perguntar onde estava e se ja tinha saido, tempos nostálgicos que nos fazem pensar em cada momento que tivémos e se valeria a pena viver tudo de novo, só para retardar esta tristeza que me assola de novo...
Mas não, apesar de tudo, prefiro guardar as boas recordações e as más também, para usar como prova de que por momentos, breves momentos, eu fui feliz "and nothing will take that away from me". Se calhar sou lamechas por estar a escrever isto, se calhar muitas pessoas não me conhecem verdadeiramente, mas se isso aconteceu, foi porque nunca o quiseram e sendo assim ainda estou disponivel para tal, mas longe foi o tempo em que andava atrás de pessoas para me conhecerem, para me fazer sentir notado... Hoje escrevo verdadeiramente aquilo que sinto sobre tudo o que me apetecer escrever, sem medo de julgamentos, olhares de lado ou até mesmo de olhares de pena, mas com o único objectivo de tirar este peso e esta tristeza que experimento, e que me deixa sem vontade de nada... Odeio quem pensa de mim que sou uma pessoa sempre muito alegre, e que todos os dias tenho de estar bem disposto só porque sim, e que não posso estar triste, e que se estou triste é porque são problemas menores! Fuck that people! Tenho tanto direito a estar com problemas e triste como vocês, e acreditem que eu gostava de ser a pessoa que vocês imaginam de mim... não sou, temos pena... mais pena, tenho eu, verdade seja dita. Mas se calhar a culpa foi ou ainda é minha... Demasiadas confianças dão nisto, eu nao culpo mais ninguém sem ser a mim.. Hoje escrevo na esperança que esta angústia desapareça, e que raie um novo dia, para que possa passar os dias mais felizes como outrora. E sim, digo mais felizes, porque começo a duvidar se a felicidade nao séra uma utopia, um mundo transcendente que todos nós imaginamos para não chegarmos à conclusão "that this is all we got".
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3 comentários:
Olá Gonçalo! Peço desculpa pela confiança, não nos conhecemos.Mas encontrei já há algum tempo o teu blog, por acaso, e tenho-te a dizer que só tenho pena de uma coisa…De não teres mais posts! :P Bom, mas o mais importante não é a quantidade, mas sim a qualidade, penso eu. E é pela qualidade, e também por de certa forma me identificar com algumas coisas que escreves e que transparecem no que escreves, que de vez em quando espreito o teu blog à procura de “novidades”. E hoje deparei-me com o teu novo post, e senti vontade de te deixar estas palavras. Espero que não leves a mal…Como tu dizes, a “vida é um revolver constante de sentimentos”, de pensamentos, de situações, de momentos, e pessoas, que passam e que muitas permanecem apenas na nossa memória e no nosso “coração”. A vida é um pouco como o mar. Um revolver constante. Umas vezes calma e brilhante, outras, revolta e cinzenta. Pareces estar um pouco nessa segunda fase. Solidão. Tristeza. Saudade. Incompreensão. Revolta. São as emoções/sentimentos que as tuas palavras realçam. E eu identifico-me com isso porque já senti, e continuo a sentir todas essas coisas. Mas, tu sabes, todas as coisas más que nos vão acontecendo ao longo da vida, as desilusões que vamos tendo, doem muito, e fazem-nos sofrer muito; muitas vezes, fazem-nos até perder o sentido, o rumo. Mas sabes, também, que tens uma grande força dentro de ti, muito maior do que imaginas, e que consegues lutar contra isso, e crescer com isso! Acredita, não é “lamechas” sentir o que sentes nem escrevê-lo, pelo contrário, é um acto de coragem não ter medo nem vergonha de assumir o que sentimos, que somos frágeis, que sofremos, que estamos tristes, que não entendemos certas coisas. Porque só assumindo isso, e questionando a nós próprios e aos outros, poderemos aprender alguma coisa, mudar alguma coisa, e ter mais momentos felizes, momentos que fazem sentir que vale a pena estar aqui, momentos como os que já tiveste, e vais continuar a ter!
Beijinhos! Espero que as coisas melhorem rápido! :)
Identifico-me bastante com o que escreves-te e pergunto-me também se não é possivel voltar a ser feliz como já fui também e sim óbvio que é, apenas as recordações nos fazem duvidar porque são boas, boas demais e queremos mais assim mas isso não significa que nao tenhamos mais e melhores, não vão decreto ser aquelas que nos 'assobram' mas serão com certeza boas, diferentes e irão ficar connosco tal como estas ficaram. é preciso é ter força e seguir em frente, ter a mente aberta, existem oportunidades que nos passam ao lado simplesmente proque estamos muito ocupados a tentar fazer voltar algo que já nao volta. Temos é de reagir, de ser felizes, de estar felizes, de rir, de lutar. anima-te
Identifico-me bastante com o que escreves-te e pergunto-me também se não é possivel voltar a ser feliz como já fui também e sim óbvio que é, apenas as recordações nos fazem duvidar porque são boas, boas demais e queremos mais assim mas isso não significa que nao tenhamos mais e melhores, não vão decreto ser aquelas que nos 'assobram' mas serão com certeza boas, diferentes e irão ficar connosco tal como estas ficaram. é preciso é ter força e seguir em frente, ter a mente aberta, existem oportunidades que nos passam ao lado simplesmente proque estamos muito ocupados a tentar fazer voltar algo que já nao volta. Temos é de reagir, de ser felizes, de estar felizes, de rir, de lutar. anima-te
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